Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Rio Real, realizada nesta quarta-feira (9), a vereadora Maria do Socorro levantou questionamentos sobre a realização da corrida marcada para o dia 13 de setembro e sobre a contratação de empresa para prestação de serviços relacionados ao evento.
No início do pronunciamento, Maria do Socorro destacou a importância da corrida como atividade esportiva e de promoção da saúde. Segundo a vereadora, a prática esportiva vai além do entretenimento e pode contribuir para a qualidade de vida da população.
Na sequência, a parlamentar questionou a forma como o evento foi divulgado e realizado. Ela afirmou que, embora a Prefeitura Municipal tenha divulgado a corrida, as inscrições foram realizadas mediante pagamento à empresa, responsável, segundo ela, por serviços relacionados à competição.
Maria do Socorro mencionou que a inscrição teria o custo de R$ 30 e incluiria itens como número de peito, medalha, kit-lanche, alfinetes, chip de cronometragem e camisa.
O principal questionamento apresentado durante a sessão foi a existência de um contrato entre o município e a empresa para serviços relacionados à organização e cronometragem da corrida. A vereadora citou itens como chips, camisas, números personalizados e organização do evento e pediu esclarecimentos sobre os gastos públicos envolvidos.
Durante o pronunciamento, Maria do Socorro também comparou as despesas relacionadas ao evento com demandas que, segundo relatos apresentados por ela, existem na área da saúde municipal. Ela mencionou situações como falta de medicamentos na farmácia básica e em unidades de saúde, além de dificuldades relacionadas à disponibilidade de lençóis no hospital.
“Eu acho que está faltando um pouco de respeito com o nosso povo”, declarou a parlamentar.
A vereadora também citou uma demanda de infraestrutura apresentada por uma moradora nas proximidades da Motorex, relacionada a buracos e problemas de esgoto, e questionou a prioridade dada pela administração municipal aos gastos públicos.
Ao concluir, Maria do Socorro defendeu maior transparência sobre os recursos empregados na realização do evento e afirmou que a população deve ter acesso às informações referentes aos contratos e despesas públicas.